 Artigo Depois de testar a nova versão do Ubuntu 7.10, fiquei contente com o que vi. Mas será que já chegou o momento de fugir do Windows com tranquilidade?
Resumidamente, a minha resposta é sim. Os problemas do Ubuntu não são culpa do próprio sistema operacional mas sim dos programadores e fabricantes de diversos componentes (placa de vídeo, impressoras, etc.) que ainda não criaram um suporte adequado. A seguir explico o motivo da minha conclusão: WINDOWS vs UBUNTU Segurança: - Windows: tenho instalado o AVG como antivírus, para bloquear spywares o Spybot, Ad-Aware, Spyware Blaster, e AVG Antispyware e ainda o Comodo como firewall. Atualizo e utilizo todos estes programas diariamente ou toda semana.
- Ubuntu: praticamente não há vírus ou spywares que vão danificar um sistema Linux, mesmo que seu computador esteja cheio de vírus o sistema não sofre nada. A única preocupação é contaminar outros computadores Windows, inclusive o seu Windows em caso de dual boot. Ou seja, se quiser instale o AVG no Ubuntu também. E firewall? Não é preciso, o Ubuntu já está protegido.
Conclusão: Ubuntu ganha de longe pois é bem mais seguro. Usuários do Windows levam um bom tempo e dedicação para manter o seu computador limpo. Fonte: Ubuntu Security - Ubuntu Forums. Manutenção (HD): - Windows: o sistema NTFS que o Windows utiliza, cria o problema de desfragmentação dos arquivos. Ou seja, os seus arquivos gravados no seu HD vão se espalhando em diversas partes. Isso acaba criando um computador lento pois cada vez que você utiliza um arquivo o sistema precisa procurar todos os fragmentos do arquivo para ser utilizado.
- Ubuntu: a fragmentação aqui é mínima por tanto nem se preocupe.
Conclusão: Ubuntu precisa de menos preocupação com a fragmentação de arquivos, portanto aqui também você não precisa gastar muito tempo. Programas: - Windows: encontra-se praticamente de tudo, programas proprietários, programas de código livre (opensource), e programas gratuitos (freeware).
- Ubuntu: existe uma variedade imensa de programas gratuitos (código livre e software livre) e poucos programas proprietários.
Conclusão: usuários do Windows ganham neste quesito pois a variedade de aplicativos é bem mais alta. Mas, é importante notar que isso não é mérito do Windows, mas sim da fatia de mercado que ele possui no momento. Existe bem mais dinheiro sendo investido em programas proprietários pois eles vão atingir um número de usuários bem maior. Quando a popularização do sistema Linux estiver mais sólida este cenário deve modificar-se. Enquanto isso, você pode rodar programas do Windows no Ubuntu com WINE ou Cedega. Preço, Distribuição e Suporte: - Windows: aqui o usuário precisa pagar por cada versão que for utilizar. Pode até ser justo, pois um bom programa leva trabalho que precisa ser remunerado de alguma forma. Mas, se você quiser trocar o seu computador vai precisar comprar outra versão do Windows, não pode utilizar a mesma. Para encontrar ajuda não conte com a Microsoft pois o seu site é bem restrito de informações.
- Ubuntu: tem novas atualizações gratuitas a cada seis meses. É fácil encontrar uma comunidade enorme para dar assistência a usuários do Ubuntu. Como o sistema operacional é feito por um número grande de programadores, fica fácil encontrar alguém que pode dar ajuda precisa. A página de suporte do Ubuntu (em Inglês) (ou Português ) centraliza os diversos canais.
Conclusão: óbvio que o Ubuntu ganha nesta área, nunca encontrei nada produzido da Microsoft para ajudar seus usuários, sempre tive que procurar canais alternativos. Não só isso mas a minha versão paga do Windows não serviu mais para nada depois que troquei de computador. Facilidade de uso: - Windows: é bastante gráfico, facilitando a execução de comandos e preferências. Para usuários mais avançados também há a linha de comando que pode ajudar na solução de alguns problemas. A integração com periféricos (câmeras digitais, webcams, impressoras, etc.) é fácil pois o produto já vem com o driver de instalação em um CD ou o dispositivo é reconhecido automaticamente.
- Ubuntu: grandes modificações de preferências são feitas pela linha de comando (ou chamado terminal). Para um usuário novato, pode ficar complicado aprender as variações dos comandos (eu mesmo não faço a menor idéia mas devo admitir que ainda não tentei). Até agora nos meus testes com o Ubuntu não precisei utilizar nenhum comando especial, todos os programas foram instalados facilmente pelo Synaptic e os periféricos foram automaticamente reconhecidos.
Conclusão: para mim o Ubuntu ficou mais fácil de ser utilizado pois não precisei instalar nenhum driver extra. Só não consegui testar bem o meu PDA, mas acho que foi por problema do cabo que não está conectando direito. Outro detalhe, a webcam funcionou bem, mas ainda não encontrei um programa para utilizá-lo já que o Skype para Linux não tem integração com a webcam. Voltando ao ponto inicial, a versão Gutsy Gibbon do Ubuntu é a primeira que achei para realmente tentar começar a sair do Windows. Acredito que uma transição total ainda é difícil pela dependência em utilizar certos programas, no meu caso o MS Office e Photoshop. Apesar de ter o OpenOffice, GIMP e Inkscape instalados ainda não encontrei todos os recursos que preciso. Estou estudando a melhor forma de fazer a partição do HD para aguentar bem um dual boot. O Ubuntu agora pode ler e gravar arquivos na partição do Windows e a instalação pelo Live CD já cuida de fazer a divisão do HD automaticamente. Porém, o Windows pode ter alguns conflitos na hora de ter a sua partição reduzida de tamanho, por tanto ainda estou tirando alguma dúvidas para fazer esta instalação. Também tenho que admitir que estou tentanto instalar o Ubuntu para conseguir fazer isso com ele:
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